22.2.08

MY FAVORITE POEM

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SONG by Allen Ginsberg

The weight of the world
is love
Under the burden
of solitude,
under the burden
of dissatisfaction

the weight,
the weight we carry
is love.

Who can deny?
In dreams
it touches
the body,
in thought
constructs
a miracle,
in imagination
anguishes
till born
in human –

looks out of the heart
burning with purity –
for the burden of life
is love,

but we carry the weight
wearily
and so must rest
in the arms of love
at last,
must rest in the arms
of love.

No rest
without love
no sleep
without dreams
of love –
be mad or chill
obsessed with angels
or machines,
the final wish
is love
– cannot be bitter,
cannot deny,
cannot withhold
if denied:

the weight is too heavy

– must give
for no return
as thought
is given
in solitude
in all the excellence
of its excess.

The warm bodies
shine together
in the darkness,
the hand moves
to the center
of the flaesh,
the skin trembles
in happiness
and the soul comes
joyful to the eye –

yes, yes,
that’s what
I wanted,
I always wanted,
I always wanted,
to return
to the body
where I was born.


CANÇÃO por Allen Ginsberg

O peso do mundo
é o amor
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação

o peso,
o peso que trazemos
é o amor

Quem pode negá-lo?
Nos sonhos
ele toca
no corpo,
em pensamento contrói,
um milagre,
em imaginação
angustia-se
até nascer
num ser humano -

do coração espreita
em pura chama -
pois o peso da vida
é o amor,

mas trazemos o peso
muito cansados,
e assim repousamos
nos braços do amor
por fim,
repousamos nos braços
do amor

Não há repouso
sem amor,
nem sono
sem sonhos
de amor -
seja louco ou gelo
obcecado por anjos
ou máquinas,
o desejo final
é o amor
- não pode amargar,
não pode negar
nem pode fugir
quando for negado

o peso é demais

- tem de se dar
pois nada em troca
como pensado
é dado
na solidão
em toda excelência
do seu excesso.

Os corpos quentes
brilham juntos
na escurudão,
e a mão move-se
para o centro
da carne,
a pele treme
de felicidade
e a alma eleva
alegre nos olhos -

sim, sim
é isso mesmo
que eu queria
que eu sempre quis
eu sempre quis
regressar
ao corpo
de onde nasci


Prefiro a versão original..... durante o tempo que escrevia este post encontrei pelo menos três versões diferentes em português. Terminei fazendo uma mistura de todas que encontrei mas ainda não me sinto satisfeito.... o que importa é que leio esta canção e sinto uma lágrima vermelha.

Um comentário:

Naiah disse...

achei lindo! ai como pesa esse peso!!!!